Indústria alimentícia

Os desperdícios de produção na indústria alimentícia representam um problema muito sério para empresas do setor. Saiba como evitá-los em 5 passos!

Desperdício + matéria-prima de produtos = desperdício na indústria alimentícia. A equação representa o mesmo que jogar dinheiro fora! Exagero? É claro que não! Os números da produção são altos e poucas gramas perdidas hoje, somadas com as de ontem e do mês todo, podem gerar muitos quilos de produtos desperdiçados e prejuízos financeiros.

Como bem sabemos, minimizar este problema não é tarefa das mais simples, pois envolvem uma série de medidas que dependem de todas as pessoas e equipamentos envolvidos no processo de produção. No entanto, ela é possível!

Conheça, a partir de agora, os 5 passos para reduzir desperdícios de produção na indústria alimentícia. Siga com a leitura!

1. Defeitos? Evite-os!

Você conhece alguém que gosta de comprar produtos com defeitos? Improvável, para dizer o mínimo! Falhas humanas ou do maquinário são as principais causas que resultam em defeitos nos produtos. O processamento que não ocorre da maneira correta, ocasionando o retrabalho de produtos defeituosos, além de matéria-prima imprópria, também colaboram diretamente para este problema.

Mercadorias que são solicitadas e depois projetadas para servir como bem de consumo às pessoas, precisam estar em perfeitas condições de utilização. Então, adotar medidas contra as ocorrências de defeitos em produtos na indústria alimentícia é mais do que necessário. Não permita que os seus produtos e a sua marca tenham a imagem prejudicada por isso.

Veja os principais pontos que resultam em defeitos nos produtos:

  • Falta de controle dos processos;
  • Fornecedores desqualificados;
  • Pessoas não qualificadas para executar as atividades.

Vale lembrar que o tempo gasto pelo consumidor para reclamar de um produto com defeitos prejudica demais a sua experiência de compra e a imagem da empresa. Sem contar que o tempo e trabalho extra da empresa também têm seus custos.

Imagine estas situações:

  • O tempo que o cliente gasta em canais de comunicação para reclamar de um produto;
  • Esse tempo do cliente também tem o seu custo, pois ele poderia estar produzindo ou fazendo qualquer outra coisa;
  • O custo para a empresa manter um serviço de atendimento ao consumidor.

Portanto, evitar defeitos, além de satisfazer o cliente, é uma medida altamente positiva aos lucros da empresa.

2. Controle do estoque

Mesmo os produtos com datas de validade mais longas, um dia não servem mais para o consumo. Parece que estamos fazendo “chover no molhado”, mas precisamos falar disso. Sabe por quê? É comum que colaboradores menos atentos não percebam que aqueles produtos de maior validade “venceram”. Quando precisarem deles, “já era”! As causas podem ser o estoque excessivo de determinado produto ou da matéria-prima e insumos.

É como costumamos dizer: estoque parado é dinheiro parado! O excesso de estoque provoca a perda do poder de investimentos em outros produtos, faz o preço desta linha baixar e ainda ocupa grande espaço físico. Portanto, um controle eficiente do estoque por meio de um sistema ou software adequado é o melhor caminho. Além disso, negociar boas condições com o fornecedor e planejar as ações são ótimas medidas.

Tomar como base as informações de produtos com maior rotatividade, desejo de compra do cliente e alinhar o plano com o departamento de compras são outras ações altamente positivas.

Observe algumas das principais consequências de não fazer um controle de estoque adequado:

  • Alto tempo entre o pedido e a entrega do produto (Lead Time);
  • Taxas elevadas de retrabalho;
  • Falhas na aquisição das matérias-primas e padronização das compras;
  • Grandes tamanhos de lotes.

Salientamos que outro ponto muito importante é sobre os métodos de gerenciamento de estoque, podendo ser da matéria-prima ou do estoque de produtos. A melhor forma de gerenciar é por meio do ERP (Enterprise Resource Planning ou Sistema Integrado de Gestão Empresarial) e a metodologia Lean Manufacture, desenvolvida com o objetivo de melhorar a qualidade do produto através da eliminação de desperdícios.

Importante: nem sempre o ERP consegue analisar o estoque e definir qual é a quantidade de matéria-prima necessária para a produção de determinado produto. Esse ponto é bem variável, já que uns produtos vendem mais e outros menos.

3. Organização da logística

Os processos e movimentações desnecessários de pessoas, equipamentos e de materiais são problemas que devem ficar longe de uma indústria de alimentos. Planejar a rota de distribuição, contar com fornecedores mais próximos, manter o processo e local de produção organizados, garantem uma melhor logística.

A logística começa lá na aquisição de matérias-primas, passa pelo recebimento delas, processo de industrialização e distribuição, até chegar ao consumidor final. É uma cadeia produtiva interligada e que precisa funcionar direitinho em todas as etapas. O produto tem que chegar ao consumidor final em condição perfeita de consumo ou uso.

4. Ociosidade? Aqui não!

A ociosidade em uma indústria alimentícia, geralmente, se dá pela falta de manutenção nas máquinas e equipamentos. Interromper a produção para realizar reparos em situações que poderiam ter sido resolvidas em outro horário, é desperdício de tempo, produtos e dinheiro. Sem contar nas máquinas antigas que deveriam ter sido substituídas por modelos atuais.

Fazer um planejamento adequado de manutenções ou troca de equipamentos é decisivo para espantar a ociosidade. Seus custos diminuem e os desperdícios tendem a diminuir muito.

O uso de equipamentos eficientes resulta em mais produção com menos custos. Além disso, contar com a manutenção e assistência técnica dos fabricantes é indispensável, pois você não se sente desamparado em nenhum momento.

5. Produção da indústria alimentícia bem administrada

Administrar de perto todo o processo de produção de uma indústria alimentícia vai auxiliar de maneira efetiva os gestores, supervisores e demais responsáveis a tomarem as melhores decisões. Eles serão conhecedores da real situação e do cotidiano da empresa, observando ainda o desempenho de colaboradores e dos equipamentos.

Como o funcionamento de uma indústria alimentícia exige bastante conhecimento das pessoas que administram a empresa, seus gestores precisam estar preparados para gerir o tempo de produção, reduzir custos, atender às demandas e evitar os desperdícios.

Administrar bem a produção em uma indústria alimentícia representa também direcionar as atividades aos profissionais que estejam aptos para tal. De nada adianta atribuir responsabilidades a um funcionário que não esteja preparado para uma função, assim como não incentivar o desenvolvimento profissional dele.

Achou que estávamos esquecendo deste item? O excesso de produção!

Considerado por muitos gestores da indústria alimentícia como a “mãe de todos os desperdícios”, o excesso de produção é altamente prejudicial. Ele ocorre quando as empresas têm os seus processos de produção mais demorados, então, incham os estoques com itens que o cliente não precisa tê-los a pronta entrega.

Sabe qual é a melhor maneira de resolver esse problema? É ajustando os processos internos com softwares de gestão eficientes, procurando diminuir o tempo de produção. Além disso, buscar parcerias com bons fornecedores e transportadoras é bem importante.

Dica extra

Melhorar os layouts de fábrica é essencial para baixar o tempo de produção! Isso evita movimentos e transportes desnecessários no “chão de fábrica” e ainda ajusta os tempos de ociosidade.

 

Para reduzir os desperdícios na indústria alimentícia, não é necessário fazer nenhum tipo de mágica. Ao seguir os passos acima e as dicas, as chances de atingir este objetivo são muitas vezes maiores.

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