Conheça o processo de como é feita a erva-mate!

A erva-mate passa por diferentes etapas entre a colheita e o produto que chega ao consumidor. O processo envolve operações como sapeco, secagem, cancheamento, classificação, padronização e empacotamento.

Essas etapas são importantes para reduzir a umidade, preservar as características da matéria-prima e preparar a erva para diferentes formas de consumo. No caso do chimarrão, o processamento também influencia aspectos como granulometria, proporção de folhas e palitos, cor, aroma e sabor.

Mas, afinal, como é feita a erva-mate? A produção começa com a colheita das folhas e dos ramos finos da planta e segue por uma sequência de operações até chegar à erva pronta para consumo.

Qual é a planta que é feita a erva-mate?

A erva-mate é produzida a partir da planta Ilex paraguariensis, uma espécie nativa da América do Sul. Suas folhas e ramos finos são utilizados para produzir a matéria-prima destinada ao chimarrão, tererê, chá-mate e outros produtos.

A espécie pertence à família Aquifoliaceae e é cultivada principalmente no Sul do Brasil, além de regiões da Argentina e do Paraguai. O processamento aproveita principalmente folhas e ramos finos, que passam por etapas de desidratação e fragmentação antes do beneficiamento.

Por isso, quando se fala em erva-mate, é importante diferenciar a planta utilizada como matéria-prima do produto processado que encontramos no mercado.

Como é feita a erva-mate?

A erva-mate é feita por meio de um conjunto de etapas que começa na colheita e passa por sapeco, secagem e cancheamento, seguido de operações de beneficiamento conforme o tipo de produto desejado.

De maneira simplificada, o processo pode ser dividido em:

  1. Colheita;
  2. Transporte e recepção;
  3. Sapeco;
  4. Secagem;
  5. Cancheamento;
  6. Classificação e peneiramento;
  7. Mistura e padronização;
  8. Empacotamento.

A sequência pode variar conforme o sistema de produção e o produto final. A Embrapa também diferencia o ciclo inicial de cancheamento das etapas posteriores de beneficiamento, que incluem operações destinadas à padronização e apresentação comercial da erva.

Como é feita a colheita da erva-mate?

A colheita da erva-mate consiste na retirada de partes da copa da planta, aproveitando principalmente folhas e ramos finos destinados ao processamento. Depois da coleta, o material precisa ser transportado para o local onde será realizado o processamento.

O tempo entre a colheita e o início do processamento é importante. Segundo a Embrapa, o sapeco deve ser iniciado, no máximo, 24 horas após a colheita, pois a folha continua realizando processos metabólicos depois de retirada da planta.

Durante a recepção, também são necessários cuidados para evitar contato da matéria-prima com fontes de contaminação. O controle desde essa etapa ajuda a preservar a qualidade do material que seguirá para o processamento.

O que é o sapeco da erva-mate?

O sapeco é a etapa em que as folhas e ramos da erva-mate recebem um choque térmico para reduzir a umidade superficial e inativar enzimas responsáveis pelo escurecimento das folhas. Essa operação ocorre antes da secagem completa do material.

No processo industrial, a matéria-prima passa por um equipamento chamado sapecador, no qual recebe calor durante um período controlado. Além da desidratação inicial, essa etapa contribui para preservar características importantes da matéria-prima.

O controle do processo é relevante porque temperatura, tempo de exposição e características da matéria-prima influenciam o resultado obtido. Por isso, o sapeco é uma das etapas fundamentais para a qualidade da erva-mate processada.

Como é feita a secagem da erva-mate?

A secagem da erva-mate reduz a umidade do material após o sapeco, preparando as folhas e os ramos para as etapas posteriores de processamento. Essa operação pode ser realizada por diferentes sistemas de secagem, conforme a estrutura da indústria.

Em sistemas industriais, podem ser utilizados secadores rotativos ou de esteira. A temperatura e o tempo de permanência variam conforme o equipamento e as condições operacionais utilizadas.

A redução adequada da umidade é importante para a conservação e para o processamento posterior. Depois da secagem, o material apresenta características que permitem realizar sua fragmentação e classificação.

O que é o cancheamento da erva-mate?

O cancheamento é a etapa de trituração e fragmentação da erva-mate já seca, preparando o material para as etapas seguintes de classificação e beneficiamento. Tradicionalmente, essa operação faz parte do chamado ciclo do cancheamento.

Depois de cancheada, a erva apresenta diferentes tamanhos de partículas e proporções de folhas, palitos e pó. Por isso, o material pode seguir para operações de peneiramento e classificação.

Essa etapa é importante porque a granulometria obtida influencia a composição do produto final. O processamento posterior permite selecionar e combinar diferentes frações conforme o padrão comercial desejado.

Como a erva-mate é classificada e padronizada?

A classificação da erva-mate separa o produto de acordo com características como granulometria e proporção entre folhas, palitos e outras frações. Depois dessa separação, diferentes partes podem ser combinadas para alcançar o padrão desejado pelo fabricante.

O peneiramento permite separar partículas de diferentes tamanhos e direcioná-las para depósitos ou etapas específicas do processo. A mistura posterior possibilita obter uma composição mais uniforme.

Essa padronização é especialmente importante para a indústria, pois ajuda a manter maior regularidade entre os lotes. O controle da composição também influencia as características sensoriais e físicas do produto final.

Como é feita a erva de chimarrão?

A erva de chimarrão é feita a partir das folhas e ramos finos da Ilex paraguariensis, que passam por sapeco, secagem, cancheamento e etapas de beneficiamento e padronização antes do empacotamento.

Depois do processamento inicial, a erva pode passar por nova secagem, peneiramento e mistura, dependendo do tipo de produto. A composição final é definida de acordo com o padrão comercial desejado.

O beneficiamento também pode incluir períodos de armazenamento ou estacionamento antes das etapas finais. Em determinados processos, condições controladas de temperatura, umidade e ventilação são utilizadas para acelerar esse período.

Por que a padronização é importante na produção de erva-mate?

A padronização da erva-mate ajuda a manter características mais uniformes entre diferentes lotes do produto. Sendo assim, envolve controlar fatores como granulometria, composição e proporção entre folhas e palitos.

Para a indústria, esse controle facilita a repetibilidade do processo e contribui para manter um padrão comercial. Também permite trabalhar com diferentes especificações de produto de acordo com o mercado atendido.

A padronização depende da integração entre classificação, peneiramento, mistura e demais etapas do beneficiamento. Ou seja, quanto maior a escala da operação, mais importante se torna controlar essas etapas de forma consistente.

Como funciona o empacotamento da erva-mate?

O empacotamento da erva-mate é a etapa em que o produto já beneficiado e padronizado é acondicionado em pacotes destinados ao armazenamento, distribuição e comercialização. Dependendo da operação, essa etapa pode ser realizada de forma manual, semiautomática ou automatizada.

Na indústria, equipamentos de empacotamento podem realizar etapas como dosagem, formação e fechamento dos pacotes. Desse modo, a automação contribui para aumentar a produtividade e manter maior regularidade entre as unidades produzidas.

A Embrapa descreve o fluxo em que a erva-mate padronizada segue para uma tulha conectada à empacotadora, responsável pela pesagem automática e encaminhamento dos pacotes para as etapas seguintes.

Quais equipamentos são utilizados na produção de erva-mate?

A produção industrial de erva-mate utiliza diferentes equipamentos ao longo das etapas de processamento, como sapecadores, secadores, cancheadores, peneiras, misturadores e sistemas de empacotamento.

A configuração da linha depende do tipo de produto, volume produzido e características do processo. Por isso, uma indústria de maior escala pode utilizar sistemas integrados para transportar e processar a matéria-prima entre diferentes etapas.

Na fase final, equipamentos de dosagem e empacotamento permitem transformar a erva já beneficiada em unidades padronizadas para comercialização. Portanto, essa integração ajuda a reduzir atividades manuais e melhorar o controle da produção.

Como a automação melhora a produção de erva-mate?

A automação da produção de erva-mate pode aumentar a produtividade, melhorar a padronização e reduzir a dependência de operações manuais em diferentes etapas do processo.

Na fase de empacotamento, por exemplo, equipamentos automatizados permitem controlar a quantidade de produto por pacote e manter maior regularidade na operação. Isso é especialmente relevante para indústrias que trabalham com grandes volumes.

A automação também facilita a integração entre etapas, contribuindo para um fluxo produtivo mais contínuo. Dessa forma, a indústria consegue estruturar o processo de acordo com sua capacidade e suas necessidades de produção.

Conte com a Perfil Maq para automatizar o empacotamento de erva-mate

Entender como é feita a erva-mate permite perceber que o produto passa por uma sequência de etapas até chegar ao consumidor. Colheita, sapeco, secagem, cancheamento, classificação, padronização e empacotamento precisam funcionar de maneira integrada para garantir eficiência ao processo.

Na etapa final, a automação pode contribuir para aumentar a produtividade e manter maior padronização dos pacotes. A Perfil Maq desenvolve soluções para empacotamento de erva-mate, considerando as características e necessidades de cada operação industrial.

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