mão de homem com moedas nas mãos representando o payback

Investir em equipamentos com alto valor de aquisição é uma tarefa que demanda muita atenção. Isso porque costuma exigir um investimento inicial alto e muitas vezes de longo prazo. Sendo nesse caso muito importante analisar vários fatores antes de tomar uma decisão – e o Payback é um dos indicadores mais importantes neste caso.

O termo em inglês significa “retorno do investimento”. Com ele é possível prever qual o tempo de retorno do investimento. Ou seja, após quanto tempo de fato passará a apresentar lucros reais.

E se você pudesse calcular o “payback” para saber quanto tempo levaria para ter retorno sobre a compra de um equipamento?

Se você está em dúvida e quer saber se investimento é vantajoso ou representa algum grau de risco, continue a leitura e descubra o tempo de retorno do investimento do seu equipamento. Calcular o payback é fácil e simples, confira a seguir!

Qual é o conceito de payback?

De maneira resumida, o payback pode ser definido como o período de retorno (dias, meses ou anos) necessário para que um determinado valor investido seja restituído.

Ou seja, significa o tempo no qual o valor de retorno será igual ou superior ao da aplicação inicial. Seu cálculo é realizado através do intervalo de tempo entre o investimento inicial e o  momento em que o lucro líquido atinge o montante investido inicialmente.

Dentro do setor industrial, esse retorno é calculado sobre o investimento dos equipamentos e outros itens produtivos.

A automação industrial é a melhor forma de aumentar a produtividade e garantir qualidade, segurança, ergonomia aos trabalhadores e ainda aumentar a lucratividade. E, para ter todos esses benefícios, demanda investimentos.

Supondo que a sua indústria tenha adquirido uma empacotadora automática, logo: ela vai otimizar processos, expandir a produção, reduzir a demanda com a mão de obra.

Esse investimento, consequentemente beneficiará a empresa, aumentando a sua produtividade, assim como seus lucros. 

Mas, qual o prazo para isso acontecer? É exatamente essa a pergunta que o cálculo do payback tem por objetivo responder!

Por que é importante saber o payback?

Saber o payback é muito importante por várias razões, especialmente para empresas que buscam otimizar seus recursos financeiros e minimizar riscos. Consequentemente, o payback ajuda a determinar se um investimento é rentável e se o retorno será alcançado em um período razoável. Um prazo curto de payback indica que a empresa poderá recuperar o valor investido rapidamente, o que é um bom sinal de viabilidade.

Desse modo, ao entender o payback, as empresas podem avaliar o risco de um projeto. Quanto mais longo o payback, mais tempo o negócio leva para se recuperar do investimento, o que pode ser arriscado, especialmente se o ambiente de mercado mudar. 

Com um payback curto, a empresa tem maior segurança de que seu capital será retornado em caso de imprevistos. Portanto, ajuda as empresas a planejar melhor seu fluxo de caixa. Isso é especialmente importante quando o capital é limitado ou quando há a necessidade de financiar outras operações enquanto o investimento é recuperado. Além disso, é importante para: 

  • Priorização de projetos: em situações onde a empresa tem que escolher entre vários projetos, o payback serve como um critério para priorizar aqueles que geram retorno mais rápido;
  • Aumento da competitividade: com o payback bem entendido, as empresas podem tomar decisões mais rápidas e assertivas, o que pode acelerar sua adaptação às mudanças do mercado e melhorar sua competitividade;
  • Atração de investidores: ter um payback rápido e previsível pode tornar o projeto mais atraente para os investidores, ajudando a conseguir financiamento para novos projetos ou expansões.

Quais as vantagens de contar com um bom payback?

Através de controle sobre o investimento realizado, é possível realizar uma projeção muito mais realista das próximas etapas dentro da produção e dispor de maior controle sobre a vida financeira da empresa.

Além disso, a chance de cometer erros durante um investimento quando se tem uma previsão dos resultados é muito menor. Já que você se baseia em resultados reais sobre o prazo de retorno. 

Além disso, é possível destacar que o payback:

  • Tem uma fórmula simples e acessível;
  • Realiza uma projeção da liquidez e dos riscos que seu negócio pode se submeter;
  • Demonstra o grau de risco de um investimento, conforme o tempo de retorno do mesmo;
  • Serve de parâmetro para a tomada de decisões;
  • Auxilia na mensuração do retorno do investimento e outros projetos;
  • Fornece uma previsão de lucros líquidos, sem taxas de desconto referente ao pagamento do equipamento;
  • Entre outros.

Contudo, apesar de o cálculo trazer uma projeção realista, é preciso estar ciente que para investimentos a longo prazo, imprevistos podem surgir e impactar na mensuração do payback, e deste modo interferir nos resultados finais.

Qual o prazo ideal para o retorno do investimento?

O prazo ideal para o retorno de investimento é uma consideração estratégica importante para empresas, investidores e gestores financeiros. Afinal, é essencial para avaliar a viabilidade de um projeto e determinar sua rentabilidade no longo prazo. No entanto, esse prazo pode variar bastante dependendo de diversos fatores, como o tipo de projeto, o setor de atuação e o risco associado ao investimento. Confira alguns fatores que devem ser analisados.

1. Tipo de projeto

Em algumas situações, como no lançamento de novos produtos ou em expansões limitadas, as empresas buscam prazos de payback mais curtos, normalmente abaixo de 2 anos. Esse tipo de projeto costuma ter um retorno rápido, muitas vezes devido à alta demanda do mercado ou à competitividade, onde a empresa precisa recuperar o investimento antes de uma eventual saturação do mercado.

Em casos como a construção de fábricas, aquisição de imóveis, ou investimentos em infraestrutura pesada, o retorno pode levar mais tempo, com prazos de payback superiores a 5 anos. Esses projetos, embora exigentes em termos de capital inicial, costumam trazer benefícios a longo prazo e, com um fluxo de caixa constante, o payback longo pode ser justificado.

2. Risco envolvido

Além disso, quando o projeto envolve uma ideia consolidada ou um mercado já estabelecido, o risco é menor. Nesses casos, os investidores podem aceitar um payback mais curto, já que as probabilidades de sucesso são mais altas. 

Por exemplo, empresas que realizam investimentos em tecnologia com alta demanda ou em mercados estáveis buscam um retorno de 2 a 3 anos. Já para investimentos que envolvem incertezas ou inovação disruptiva, como novos modelos de negócios ou tecnologias emergentes, os investidores podem estar dispostos a esperar mais tempo para recuperar o valor investido, podendo aceitar prazos de payback de 5 a 7 anos ou mais. 

3. Setor de atuação

Indústrias de alto risco e competitividade, como tecnologia, energia renovável, biotecnologia e startups geralmente têm um ciclo de vida mais rápido, mas também envolvem incertezas. Nestes setores, os investidores costumam buscar um payback mais rápido, em torno de 2 a 5 anos, pois a inovação constante e a necessidade de adaptação ao mercado tornam a recuperação rápida essencial para garantir uma vantagem competitiva.

Por outro lado, indústrias como infraestrutura, energia tradicional e setores imobiliários tendem a ter um retorno mais lento. Aqui, os prazos de payback podem ser mais longos, de 5 a 10 anos, devido ao custo elevado de capital e à natureza gradual do retorno, que é mais previsível, porém demorado.

4. Capacidade financeira da empresa

Por fim, a capacidade financeira da empresa também influencia a decisão sobre o prazo ideal para o retorno. Empresas com fluxo de caixa saudável e reservas financeiras podem se dar ao luxo de aceitar prazos de payback mais longos, principalmente quando o retorno futuro compensa a espera. 

Já empresas com fluxo de caixa mais apertado podem priorizar projetos com paybacks mais curtos para garantir liquidez constante.

Pegue sua calculadora: como calcular o Payback na prática

A fórmula para calcular o payback é muito simples, porém, é necessário que se tenha alguns cuidados na hora de realizar o cálculo. 

É fundamental que os custos relacionados ao investimento sejam, de fato, reais, o que nem sempre é fácil de obter.

Além disso, é necessário realizar também um planejamento adequado e detalhado do caixa, outro indicador importante. 

Entenda a seguir como desenvolver o cálculo!

Payback simples

Para mensurar o retorno bruto sobre o investimento, utiliza-se a fórmula do payback simples, sendo:

Payback simples = Investimento inicial / lucros mensais (saldo médio do fluxo mensal de caixa do período)

Voltando ao exemplo da empacotadora automática…

Supondo que sua indústria tenha adquirido um equipamento por R$ 200 mil e passa a economizar uma média de R$ 7 mil por mês, o cálculo é feito da seguinte forma:

Payback = 200.000 / 7.000 = 28,571 ou 29 meses

Ou seja,  se espera que o retorno sobre esse investimento seja de 29 meses, ou 2 anos e 5 meses. 

Após este período o equipamento automaticamente estará pago e o retorno obtido mensalmente será somente o lucro gerado pelo mesmo.

Payback descontado

Ao contrário do payback simples, o descontado utiliza outros parâmetros para cálculo, sendo assim uma modalidade mais detalhada.

Para realizar esse cálculo será necessário identificar os fluxos de caixa (receitas e despesas mensais), abrangendo desde o investimento inicial até os fluxos operacionais do caixa. 

No cálculo do payback descontado, a taxa de desconto referente a correção de valores também é considerada. Isso porque durante um determinado período podem ocorrer variações no valor da moeda.

Desta forma, durante os cálculos é preciso acrescentar os conceitos:

  • Taxa mínima de atratividade (TMA) – taxa utilizada para definir a rentabilidade mínima desejada do investimento;
  • Valor presente líquido (VPL) – valor líquido do fluxo de caixa atualizado, baseado em valores futuros.

Desta forma, para chegar ao seu resultado real, mensura-se a economia mensal, que no caso do exemplo, se refere aos 29 meses.

Para se obter o valor dessa taxa, é realizado um cálculo do custo médio ponderado de capital, conforme exemplificado na tabela abaixo:

Payback: o que é e como calcular o investimento em um equipamento?

Payback: como calcular o investimento em um equipamento? 

Partindo dos mesmos dados do exemplo anterior, com o fluxo de caixa a R$ 20.000, economia de R$ 7.000, é possível conferir o processo de payback do equipamento durante 36 meses, um retorno expressivo e muito benéfico para a empresa.

Ou seja, atinge-se o payback do investimento inicial no 36º mês, onde o saldo torna-se positivo e o lucro supera o valor investido. 

Como é feita a análise?

É possível perceber que o payback baseia se no fluxo de caixa dividido em períodos que compreendem todo o projeto.

Sendo assim, em muitos projetos novos, os primeiros meses podem apresentar um déficit.

Contudo, ao longo do processo produtivo gradativamente este valor transforma-se em saldo positivo e a empresa passa a ter retorno financeiro sobre o investimento.

O período em que o capital gerado pela empresa torna-se igual ou superior ao investido inicialmente é o tempo em que o projeto alcança o seu payback.

No entanto, este indicador precisa ser avaliado juntamente com outras métricas financeiras, como o Retorno Sobre o Investimento (ROI) e a Taxa Interna de Retorno (TIR).

Isso permite uma projeção mais assertiva e embasada em uma base de dados mais  completa, o que reduz as chances de erros.

Dessa forma, conhecer o payback é essencial para auxiliar nas decisões sobre um determinado investimento, além de ser uma importante ferramenta para planejamentos futuros.

Outro cálculo que você precisa ter na ponta da caneta, é da capacidade produtiva da sua indústria. Aprenda agora mesmo como fazer esse cálculo e tenha uma gestão da produção muito mais eficiente.

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