Com um mercado cada vez mais saturado, a concorrência aumenta e fica mais difícil manter a competitividade. No caso da erva-mate, embora seja consumida in natura mais ao sul do Brasil, ela também serve como matéria-prima para outros alimentos. Por essa quantidade de demanda existente nacionalmente, as exigências também são maiores.
No entanto, à medida que a demanda cresce e o mercado se torna mais exigente, as indústrias do setor enfrentam um desafio comum: como aumentar a produção, reduzir custos e manter a qualidade sem comprometer a sustentabilidade do processo?
A resposta passa, cada vez mais, pela modernização industrial. Neste conteúdo, você vai entender como o mercado da erva-mate está evoluindo, de que forma a inovação reduz custos operacionais, como tornar a produção mais sustentável e qual o papel da automação na qualidade do produto final.
Como o mercado da erva-mate está evoluindo?
O mercado da erva-mate está evoluindo em direção à profissionalização industrial, à diversificação de produtos e à expansão para novos mercados consumidores, dentro e fora do Brasil.
Historicamente associada ao consumo regional, especialmente na Região Sul do país, a erva-mate vem ganhando espaço em novos formatos de consumo, como chimarrão pronto para beber, chás gelados, extratos para a indústria de bebidas funcionais e ingredientes para suplementos alimentares. Essa diversificação amplia o mercado consumidor e cria novas oportunidades para produtores e indústrias do setor.
Ao mesmo tempo, o mercado externo tem se mostrado promissor: países como Síria, Líbano, Chile e Uruguai são consumidores tradicionais da erva-mate, e o interesse internacional por produtos naturais e funcionais tem aberto espaço para novos destinos de exportação.
Esse cenário de crescimento e diversificação exige das indústrias um salto de competitividade e isso passa diretamente pela modernização dos processos industriais, desde a colheita até o empacotamento final do produto.
Como inovar reduz custos na indústria de erva-mate?
A inovação reduz custos na indústria de erva-mate principalmente por meio da automação de etapas que tradicionalmente dependiam de processos manuais, intensivos em mão de obra e sujeitos a alta variabilidade.
Padronização do processo produtivo
Etapas como secagem, moagem, classificação granulométrica e empacotamento ganham consistência quando automatizadas. A padronização da produção reduz o índice de retrabalho, diminui as perdas por variação de qualidade e garante que cada lote atenda aos parâmetros comerciais exigidos pelo mercado.
Redução de desperdícios
Processos manuais de dosagem e empacotamento tendem a gerar maior variabilidade no peso e no volume embalado, o que resulta em desperdício de matéria-prima ou em embalagens fora do padrão declarado. Dosadores e empacotadoras automatizadas garantem maior precisão, reduzindo perdas e otimizando o uso da erva processada.
Redução de mão de obra em etapas repetitivas
A automação de etapas repetitivas, como envase, selagem e formação de pacotes, reduz a dependência de mão de obra intensiva nessas funções, permitindo realocar colaboradores para atividades que exigem maior qualificação, como controle de qualidade e gestão de processos.
Aumento da produtividade por turno
Equipamentos automatizados de empacotamento e dosagem operam em ritmo constante, sem as limitações de cansaço ou variação de desempenho humano. O resultado é um volume de produção maior dentro do mesmo período produtivo, diluindo os custos fixos por unidade produzida e contribuindo diretamente para a margem de lucro da operação.
Como tornar a produção de erva-mate mais sustentável?
Tornar a produção de erva-mate mais sustentável envolve reduzir desperdícios ao longo da cadeia produtiva, otimizar o uso de recursos naturais e adotar processos industriais mais eficientes do plantio ao empacotamento final.
Redução de perdas na pós-colheita
Boa parte do impacto ambiental e financeiro da produção de erva-mate está concentrada na fase pós-colheita: secagem, moagem e classificação. Processos mal ajustados geram perdas de matéria-prima que poderiam ser evitadas com equipamentos calibrados e controle de processo mais rigoroso.
Empacotamento eficiente e redução de embalagens excedentes
Um empacotamento com dosagem precisa evita o uso excessivo de material de embalagem e garante que o peso declarado corresponda exatamente ao volume real do produto, reduzindo o consumo de insumos e o impacto ambiental da operação.
Otimização do uso de energia
Equipamentos industriais modernos, com motores mais eficientes e sistemas de automação que evitam o funcionamento desnecessário de máquinas, contribuem para a redução do consumo energético da planta, um fator cada vez mais relevante tanto para a sustentabilidade quanto para a redução de custos operacionais.
Rastreabilidade e controle de processo
A automação industrial permite o registro de dados em cada etapa da produção, possibilitando maior rastreabilidade do produto, da matéria-prima até a embalagem final. Essa transparência é um diferencial competitivo crescente, especialmente para mercados que valorizam práticas sustentáveis e de conformidade socioambiental.
Como a automação melhora a qualidade da erva-mate?
A automação melhora a qualidade da erva-mate ao eliminar a variabilidade dos processos manuais, garantindo consistência na dosagem, no empacotamento e na preservação das características sensoriais do produto, como aroma, cor e sabor.
Padronização da dosagem e do peso
Dosadores volumétricos ou gravimétricos automatizados garantem que cada embalagem receba exatamente a quantidade programada de erva-mate, evitando variações de peso que comprometem a conformidade comercial e a percepção de qualidade pelo consumidor.
Preservação das características sensoriais
A erva-mate é sensível à exposição ao oxigênio, à umidade e à luz, fatores que aceleram a perda de aroma e a degradação de compostos importantes para o sabor característico do produto. Um empacotamento bem executado, com vedação adequada e, em alguns casos, sistemas de selagem a vácuo, contribui diretamente para a preservação dessas características ao longo do shelf life.
Redução de contaminação durante o processo
Processos automatizados reduzem o contato manual direto com o produto, minimizando o risco de contaminação física, química ou microbiológica durante as etapas de dosagem e empacotamento, contribuindo para a segurança dos alimentos e para a qualidade final entregue ao consumidor.
Consistência entre lotes
Equipamentos automatizados operam com os mesmos parâmetros em todos os ciclos, garantindo que diferentes lotes de produção mantenham o mesmo padrão de qualidade. Essa consistência é especialmente valorizada por grandes redes varejistas e por mercados de exportação, que exigem uniformidade e previsibilidade do fornecedor.
1. Escolha uma embalagem que ofereça mais segurança para a erva-mate
Quantas vezes já aconteceu da embalagem do seu produto não sair conforme o planejado e resultar em pacotes ruins, desperdício de produto ou desalinhamento das embalagens? Esse é um dos maiores problemas dentro da atividade industrial. Para resolvê-lo, é importante investir em medidas que evitem perdas e desperdícios, como em uma embalagem plástica flexível, por exemplo.
Outra opção é investir em automação. Através de uma empacotadora automática é possível minimizar todos esses problemas e aumentar a segurança do seu produto oferecido. Ao realizar esse investimento, você terá esses resultados, por que:
- A automação padroniza a produção de pacotes;
- A soldagem do pacote é mais resistente e alinhada;
- Dificilmente o alimento entra em contato com o ar externo;
- Mais precisão na pesagem e dosagem;
- Melhor higiene e conservação do produto, entre outros.
Agora, se o que você deseja é destacar a sua indústria e oferecer algo a mais, o empacotamento a vácuo é a melhor opção, visto que a conservação da erva-mate também é curta.
2. Invista em tecnologia
A tecnologia já é um item essencial para o desenvolvimento da indústria, ainda mais após a última revolução, chamada de indústria 4.0. Investir em processos manuais pode atrasar a produção, demandar de um espaço muito maior e na maioria das vezes não é possível encontrar um resultado tão satisfatório.
Mas afinal, o que é exatamente a indústria 4.0? Definindo-a de maneira mais clara, pode-se dizer que a última revolução abrange tudo que há de mais tecnológico no momento, mas que abrange a inteligência em tomadas de decisão e a capacidade analítica do grande fluxo de informações. Essas ações reúnem diferentes tipos de inovações e devem ser realizadas por intervenção humana aliada à utilização de máquinas, ou seja, ambos devem andar juntos.
Além disso, com a automação do empacotamento e ainda a tecnologia a vácuo, é possível reduzir a perda de produto, de embalagens, padronizar o pacote e fazer com que o produto fique muito mais apresentável.
3. Adote estratégias de marketing e use o on-line para vender
A alta competitividade faz com que sejam necessárias ações para se destacar, por isso, não se pode esquecer da importância em adotar estratégias de marketing e veículos de comunicação on-line. Os consumidores estão cada vez mais ativos e exigentes, buscando por conteúdos e dando preferência para empresas que os fazem com alta qualidade.
Isso não significa que, necessariamente a sua empresa precise contar com o auxílio de um e-commerce. Há ainda outras estratégias que podem ser exploradas e usadas para promover a sua erva-mate, como:
- Blog;
- E-mail marketing;
- Redes sociais;
- Eventos que favoreçam o networking, entre outros.
Para planejar ações da melhor maneira possível, tenha sempre em mente a importância em vender experiência e não somente um produto. As pessoas buscam soluções para os seus problemas, e não somente um produto. E ainda, procure modernizar o seu modelo de prestação de serviços. Você vai sentir a diferença nos resultados!
4. Promova a cultura de inovação entre sua equipe
Você já deve ter ouvido a expressão “duas cabeças pensam melhor que uma”. E ela está certa: uma equipe engajada produz muito mais (e melhor)! Para que isso aconteça, o clima e o ambiente precisam estar favoráveis. Portanto, somente investir na capacitação profissional dos colaboradores já não é mais o suficiente.
É necessário contar com uma equipe capaz de tomar decisões e pensar em novas soluções. Para isso, o conhecimento técnico é importante, mas a inteligência emocional também desempenha um papel fundamental. Comece de dentro para fora: faça os ajustes necessários internamente, ou seja, com aquilo que você já tem, para depois investir externamente, com cursos e treinamentos.
5. Otimize seu processo produtivo
Além de investir em novos produtos e serviços, também é necessário que se obtenha mais agilidade e qualidade nos processos, simultaneamente. No processo de otimização, é possível conferir uma marcante redução de tempo, custos e isso é possível através de ações simples, como uma análise detalhada, remanejamento de tarefas, investimento em automação ou com o lean manufacturing, por exemplo.
Para que você consiga otimizar a sua produção com eficiência, elaborei um checklist prático:
- Integre seus processos, faça com que eles andem juntos;
- Não deixe acumular atividades de gestão, distribua tarefas uniformemente;
- Gerencie os recursos e o estoque com consciência;
- Trabalhe de forma preventiva contra falhas;
- Invista em capacitação humana;
- Estabeleça metas;
- Invista em automação.
Agora que você já sabe como promover a inovação na sua indústria de erva-mate, descubra também como ser mais competitivo.
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A indústria de erva-mate que investe em automação industrial ganha competitividade em múltiplas frentes: reduz custos, aumenta a produtividade, melhora a qualidade do produto final e avança em sustentabilidade.
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